Valdeck Almeida de Jesus
O poeta da verdade!
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21/09/2007 18h05
Poesia é a salvação da humanidade
                                Dia de Cão
(20.09.2007)

 

 

Como não tinha aula na faculdade no dia 20 de setembro, aproveitei para sair um pouco da rotina de trabalho-casa-faculdade. Combinei uma viagem a Alagoinhas, distante somente 107 km de Salvador a fim de conhecer a terra de Jean Wyllys. Convidei o amigo Vagner Paz para me acompanhar.

 

Acordei às 7 horas com o celular me despertando. A música programada: “Ela é problemática”. Levantei de um pulo, corri ao chuveiro de água quase gelada, depois esquentei o peito com um cafezinho e um pão com margarina. Meia hora depois já estava num posto de gasolina, onde também faria um saque de dinheiro para os gastos na viagem.

 

Ainda meio sonolento, fui forçado a acelerar o carro para acompanhar o ritmo da cidade que já estava desperta há muito e para não me sentir um estranho no ninho. Resultado: ao chegar esbaforido ao posto de gasolina, após parar o carro ao lado da bomba, deixei o motor parar bruscamente. Lamentei em voz baixa comigo mesmo e pedi ao frentista que completasse o tanque do veículo com álcool.

 

Paguei o combustível e fui fazer o saque em um caixa eletrônico no interior da loja de conveniência do posto. Na minha frente, caminhava rápido um senhor alto e gordo. Ele foi direto ao caixa e realizou um saque. Enquanto esperava minha vez, eu me preparava mentalmente para uma possível agressão. Minha resposta seria: “Eu não estou querendo ver sua senha. Além de não ser um bandido, não teria como ver você digitando, por causa do seu tamanho e largura”. Senti que seria uma ofensa muito forte e tentei encontrar uma outra forma de reagir... Felizmente o homem não me disse nada e seguiu seu dia ignorando a minha presença.

 

Após fazer a retirada de dinheiro, corri o olho aos arredores em busca de pilha para minha máquina fotográfica. Depois fui ao caixa e perguntei sobre pilhas à moça que ali atendia. Ela respondeu que aguardasse um momento, que me atenderia, afirmando que tinha pilha à venda. Fiquei observando o trabalho dela, a forma como sorria para os fregueses e como desempenhava sua função com alegria e disposição. Achei interessante o traquejo, a educação, a gentileza e delicadeza que dispensava a cada freguês. Pensei: esta é uma forma positiva de viver. Hoje iniciarei uma nova etapa em minha vida, que será baseada no bom humor. Tentarei não me estressar nem me irritar facilmente com as contingências da vida.

 

Após ser atendido, dirigi-me calmamente ao carro e segui pelas avenidas Bonocô, Antônio Carlos Magalhães, Tancredo Neves e Paralela, em direção à casa de meu amigo. Próximo à faculdade Jorge Amado tive que retornar, atravessando a pista no sentido Centro. Enfrentei uma guerra feroz na travessia da avenida Paralela, pois os veículos passavam a 80km por hora ou mais, enquanto eu furava o fluxo de carros a uma velocidade média de 60km/h.

 

Os motoristas buzinavam nervosos, apressados, alertando-me para um possível acidente ou querendo que eu desaparecesse da frente deles. Dois carros quase trombam com o meu, pois os condutores não diminuíram a velocidade para a minha passagem. O susto me fez ficar ainda mais nervoso e estressado.

 

Cheguei à casa de meu amigo, num condomínio cercado de natureza por todos os lados. Uma sensação de paz e de liberdade invadiu meu ser, me senti longe da guerra urbana do trânsito metropolitano. Senti-me seguro e confortável. Subi dois lances de escadas, entrei no apartamento dele, nos cumprimentamos, falamos um pouco sobre o estresse da cidade e resolvemos mudar de assunto, para pensar na paz e prazer que seria a viagem.

 

Saímos após saborear uma xícara de café com leite. Dirigi-me à avenida Paralela, dessa vez mais tranqüilo. Enfrentei o burburinho sem reclamar e sem me deixar contaminar. Rumei em direção a Mussurunga, peguei a estrada CIA-Aeroporto (sentido CEASA) e a Via Parafuso. Atravessei o Pólo Petroquímico de Camaçari, passei por Dias D’Ávila e depois peguei a BA-099 e em seguida a BR-110. Tranqüilidade. Pista boa, natureza ladeando a rodovia, ar puro, o papo rolou solto sobre temas como paz, vida longa, respeito e solidariedade.

 

Chegamos a Alagoinhas após passarmos por Catu e Pojuca sem parar nas duas cidades. Em Alagoinhas, estacionamos no centro e ficamos percorrendo os arredores. Liguei para Jorge Fernandes, um dos fãs de Jean Wyllys que conheci via internet. Por sorte ele estava justamente numa casa lotérica bem próxima a nós, apesar de eu não tê-lo prevenido da visita. Eu e Vagner caminhamos umas duas quadras e nos encontramos com Jorge que, muito gentilmente nos levou à residência de uma prima de Jean, Nayara. Depois nos conduziu até a casa da família de Jean Wyllys, no bairro Inocoop I, onde fomos recebidos por Rômulo, irmão do nosso ídolo Jean. Ali fomos muito bem recepcionados, entramos, tiramos fotos, conversamos sobre vários assuntos e depois nos despedimos.

 

Jorge teve de nos deixar, pois tinha marcado uma pescaria com amigos na cidade do Conde, na Linha Verde. Eu e Vagner percorremos a cidade, almoçamos e descansamos antes de partir de volta a Salvador. No restaurante onde almoçamos, encontramos com um ex-colega de escola de Vagner. Eles bateram papo sobre o passado e depois combinaram de se ver em breve.

 

Na passagem por Catu, Vagner se encontrou com dona Mariana e sua filha Vânia de Jesus. Velhos amigos do tempo de escola agrícola, fizeram uma sessão nostalgia. Ali tomamos suco de graviola e conversamos animadamente sobre várias assuntos antes de seguir viagem.

 

De volta a Salvador no finalzinho da tarde, o dia voltou a ser de cão novamente, com estresse, trânsito violento, pressa... Passei na casa de Vagner para descarregar as fotos da máquina e transferi-las para meu pen drive.

 

Eu já tinha um recital de poesias do qual não poderia escapar, onde seria homenageado pela amiga Vanise Vergasta... Liguei pra minha casa e pedi que alguém me esperasse no playground com uma camisa, pois eu não teria tempo de subir os três andares para me arrumar.

 

O dia de cão terminou no SESC da rua Chile, no centro da cidade de Salvador. A poesia me fez esquecer todo o cansaço, sono e estresse...


Publicado por Valdeck Almeida de Jesus em 21/09/2007 às 18h05
 
03/09/2007 13h34
Resumo de minha vida

       Resumo de minha vida


        Nascido em Jequié, em 1966, em plena vigência da Ditadura Militar, colhi os frutos malditos que o Planalto Central sequer imaginava estar nascendo Brasil afora: a fome, a miséria, a falta de habitação, falta de escola, falta de saneamento básico, falta de segurança, falta de atendimento médico. Enfim. Filho de mãe paralítica das pernas (Paula Almeida de Jesus) e de um trabalhador braçal (João Alexandre de Jesus), tendo mais sete irmãos menores, não teria outra perspectiva de vida senão as drogas, a violência, a condenação ao analfabetismo e à exclusão social, banido do rol da cidadania plena.

 

Perdi meu pai aos dezesseis anos, ficando co-responsável, juntamente com minha mãe, pelo sustento e rumo da família desde então. Minha mãe era analfabeta total, e eu a ensinei a ler e a escrever. Paula, minha mãe, apesar da pouca instrução, tinha um senso de responsabilidade muito grande, inclusive ficou viúva e solteira por toda a sua vida, até sua morte em junho de 2000. Dedicou todo o seu tempo a cuidar e a educar os filhos, à sua maneira, sempre indicando a alternativa do bem quando se vislumbrava a sedução pelo caminho das drogas, do roubo e da mentira. Fomos educados à moda antiga, em que a mãe, então matriarca, cuidava como uma loba de suas crias, defendendo a nós todos com unhas e dentes.

 

Precisamos comer carne podre; pegar mortadela, salame e queijo dentro do esgoto do Hospital Prado Valadares; dormir várias noites com fome, esperando que “Jesus vai trazer amanhã”, que era a frase para consolar a oito filhos famintos. Fomos expulsos várias vezes das casas que alugávamos, depois de vencido o prazo do pagamento do aluguel, por absoluta falta de dinheiro. Passamos mais de vinte anos mendigando pelas ruas da Cidade Sol (apelido da cidade de Jequié), vivendo à custa de esmolas de quem se compadecesse. Enfrentamos tuberculose, asma brônquica (por subnutrição), enfrentamos noites de chuva com a mobília na calçada, após ser expulsos de onde morávamos. Enfrentamos a vergonha de empurrar minha mãe ladeira acima e ladeira abaixo, numa cadeira de rodas quebrada... Mas vencemos.

 

Toda a nossa vida foi marcada por baixos e baixos, mas minha mãe sempre manteve viva a chama da esperança e da fé: “O ano que vem a vida vai melhorar”, era o bordão predileto dela. Ficávamos todos esperançosos e pacientes esperando o ano que nunca trazia melhoras. A educação básica, em escolas públicas, minha mãe nos concedeu. A escola nos deu base para partirmos rumo a um mundo de descobertas e nos deu consciência de que nós também éramos capazes de sobreviver às próprias expensas. A luta foi insana, e para alguns da família a luta ainda continua.  Hoje não mais tão ingrata quanto antes.

 

Estamos todos vencedores. Cada um com sua própria casa, sua própria família.

 

Eu sou funcionário do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, desde 1990, ocupando cargo de chefia.

 

Acredito que um resumo de minha vida não consegue passar toda a tragédia e dor que passei com minha família nos últimos anos, até conseguir conquistar um lugar ao sol.

 

Mas acredito que minha história será exemplo de vida para muitos brasileiros que lutam no dia a dia dos ônibus superlotados, que ralam no batente diário por um mísero salário. A fé no futuro e a luta por um mundo melhor é a tônica que me levou a chegar aonde cheguei: um lugar em que eu sempre sonhei e quis.

 

Obrigado pela atenção.

 

 

 

Valdeck Almeida de Jesus

 

Publicado por Valdeck Almeida de Jesus em 03/09/2007 às 13h34
 
13/08/2007 11h08
Dia dos Pais

Eu moro em Salvador/Ba e meu filho mora em Jequié/Ba, com minha irmã Valquíria, distante 361 km. Por este motivo não pude estar junto ao meu filhote nesse Dia dos Pais, para comemorar juntos. Mas recebi mensagens, telefonemas e várias  manifestações de carinho e de afeto do meu filho e de vários amigos e irmãos.
Não gosto muito de comemorar datas, pois acredito que o amor e o afeto não precisam de datas para serem demonstrados, mas também não me furto à lembrança de datas importantes como esta.
Planejarei melhor minha vida para estar presente, sempre, ao lado das pessoas de quem eu gosto, nas datas festivas.

Este é o link da foto publicada no site UOL:
http://seupai.nafoto.net/photo20070812132820.html


Publicado por Valdeck Almeida de Jesus em 13/08/2007 às 11h08
 
18/07/2007 09h07
Ah, que vontade de parir um novo livro!
É uma verdadeira "via crucis" a vida de um escritor, ou melhor, a vida (ou morte) de um livro.
Eu escrevo desde os 12 anos de idade. Não me lembro bem se comecei a fazê-lo no dia 15 de março de 1978 - data do meu aniversário; mas é sempre bom - para mim - ter uma data, um marco. Tenho problemas com o TEMPO.
Ok, voltemos ao tema. Eu sempre escrevi por escrever. E sempre lia minhas poesias, literalmente, pois não me importo em memorizá-las. Escrevo como se parisse: saem de mim, têm vida própria, cuidam de caminhar sozinhas. Esperei por vinte anos por promessas vãs, de vãs filósofos, de políticos, de amigos de políticos. Pensei que não publicaria nunca um livro meu. Ah, ia me esquecendo. Publiquei uma única poesia numa antologia chamada "Poetas Brasileiros de Hoje - 1984", da Shogun Editora (Rio, 1984). Não tenho sequer um exemplar para contar a história.
Publico agora em antologias, publico em sites, publico em blogs... Criei meu próprio site e agora eu faço ali o que quero. Meus textos não precisam de um revisor, de um editor. Jogo tudo do jeito que nascem, e pronto! Não precisa ninguém aprovar, ou desaprovar. Eu sou o Deus Todo Poderoso. Decido o que vou publicar ou o que vai esperar. Alguns textos ficam brigando para ser o primeiro etc, mas EU é quem decido o dia e hora do nascimento deles... ou melhor, do "debut" deles na tela de milhões de computadores pelo mundo a fora. Duvida? Pesquise no Google pelo nome VALDECK, ou pelo nome VALDECK ALMEIDA DE JESUS. Nem precisa mais colocar entre aspas.
Ah... Estou promovendo um prêmio literário, já na sua terceira edição, através do qual publico poemas de desconhecidos (em um livro).
Vou parando por aqui, senão eu não terei tempo de segurar meus textos para não andarem sozinhos!

Foto: Antônio Lacerda/EFE

Publicado por Valdeck Almeida de Jesus em 18/07/2007 às 09h07
 
10/07/2007 09h31
Um dia especial
Todos os dias deveriam ser especiais para nós... Mas nem sempre essa idéia é a primeira que nos ocorre quando nos lembramos de uma data. Mesmo porque, o que para uns pode representar uma festa, para outros pode representar a lembrança de um momento triste, de uma tragédia ocorrida, de uma separação, morte etc.
Felizmente, para mim, esta data de hoje, DEZ de julho de 2007, me traz a recordação do dia em que assisti a uma peça de teatro encenada no Teatro Dias Gomes, em Salvador/BA ("Ai Meu Santo Antônio") e conheci - ou redescobri - uma magia que encanta humanos a milhões de anos. Descobri a minha capacidade de me transformar, retransformar, ir ao fundo do poço, respirar fundo, lá no fundo e voltar à tona... descobri que tenho uma chama acesa no peito que me permite caminhar, ma arrastar ou simplesmente conseguir ainda um último suspiro, um último fôlego de vida. E esta chama, bruxuleante, meio fraquinha, foi soprada com carinho, com cuidado, com ternura, com dedicação por um anjo, um Exu, um tranca-ruas, um abre-caminhos... Uma entidade do bem e do mal (depende do que a gente pensa, como dizia o mestre André Mustafá, nos ensaios de "Ori Oju - Todo Mundo tem Orixá"). E o que penso, e tento sempre incutir nas mentes daqueles que amo (e na mente dos que odeio, também)... é que somos predestinados ao amor, à felicidade, ao êxtase... Que somos donos absolutos e que temos plenos poderes no reinado de nossa própria vida e na condução de nossos sentimentos para o bem ou para o mal. E procuro sempre encaminhar meus pensamentos para o bem e para a positividade total; e descaminhar os maus pensamentos, guiando-os rumo a uma zona de neutralização desses maus pensamentos, para depois inoculá-los com a magia do amor e da esperança num mundo melhor... "Esperança" não significa, para mim, apenas ESPERAR que o bem aconteça, que o mal padeça... Significa CONDUZIR a minha vida para a paz, e esta paz tem que ser permeada pelo amor...
Por isso, meus dias são todos de amor... E têm sido mais ainda a partir do encontro de duas almas que se repeliam e se degladiavam nos campos das idéias (e continuam a se degladiar nesse campo), porém estão hoje mais unidas que nunca... mais amantes que amantes, mais amores que amores...
Este dia 10 de julho de 2007 é para mim um dia mais que especial, é um dia mais que pleno de lembranças e recordações positivas em minha vida... É um dia em que renasço, como a fênix, a cada minuto, a cada segundo em que penso no motivo de minha felicidade: o amor que Deus colocou em minha vida... O amor que não ousa dizer o seu nome, mas que todos sabem qual é...

Publicado por Valdeck Almeida de Jesus em 10/07/2007 às 09h31



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