Valdeck Almeida de Jesus
O poeta da verdade!
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Chuva que chove tanto
Molha a terra, inunda o canto
Sufoca o berro, o grito, o riso
Chuva que chove tanto
Tanto que chove que me cala
Me emudece e deixa triste
Chuva que chove tanto
Que podia regar, fazer crescer
Também mata, maltrata
Me deixa em pranto
Chuva que chove tanto
Chove, chora, pranteia
Me faz espanto
Chuva que chove tanto
Molha as mentes, rega os olhos
Faz lágrimas choverem também
Querendo os filhos de volta
Chuva que chove tanto
Apaga, enxuga, meu pranto
Me dá plantações
No lugar de inundações
Faz meu povo crescer
Ao invés de matar e morrer
Oh, chuva que chove tanto
Leva minha tristeza pra longe
Enche o mar e os rios com meu chorar
Derruba minha fome
Não come minha plantação
Não quebra minha casinha
Não mata minha cachorrinha
Oh chuva que chove tanto
Por que não lava a mente suja
De quem não cuida do meu país?
Lava, varre, enxagua e apaga
Toda a injustiça que me sufoca
Oh chuva que chove tanto
Vamos fazer um trato
Chove onde precisa
E deixa meu povo seguir
Feliz, contente, pra onde quiser.

Em homenagem ao povo de Moçambique vítima das cheias do Chibuto
Valdeck Almeida de Jesus
Enviado por Valdeck Almeida de Jesus em 16/10/2016


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