Valdeck Almeida de Jesus
O poeta da verdade!
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'BBB' já é sucesso há quase uma década

Milhões de telespectadores já reservaram a noite de terça-feira para acompanhar a estréia da nona edição do Big Brother Brasil, da TV Globo. O primeiro dia de confinamento dos 18 participantes prometia trazer novidades. Para mexer um pouco com a conhecida fórmula do reality show foram criadas algumas regras que reduzem a privacidade dos competidores. Por exemplo: na nova edição, depois de um sorteio, alguns participantes terão que indicar seu adversário para o paredão na frente de todos. Nas edições anteriores, o programa foi sucesso de audiência, e várias reportagens publicadas em VEJA registraram momentos e personagens destacados da atração.

O BBB foi assunto em VEJA pela primeira vez na edição de 13 de outubro de 1999, antes mesmo de chegar ao Brasil. Naquele ano, a revista apresentou aos brasileiros como funcionava o programa, criado na Holanda. Dois anos mais tarde, o embate entre a Globo e SBT sobre os direitos da produção do reality show ocupou as páginas de VEJA, em 7 de novembro de 2001. A estreia bem-sucedida no SBT de Casa dos Artistas, espécie de Big Brother com celebridades, pelo SBT, fez a emissora carioca acusar a empresa de Silvio Santos de pirataria. Pouco tempo depois, em VEJA de 30 de janeiro de 2002, a Globo partiu para o contra-ataque e deu uma resposta à altura com o lançamento do primeiro Big Brother Brasil. "A casa que abrigará o programa é três vezes maior que aquela que foi usada como cenário de Casa dos Artistas. Toda a estrutura consumirá eletricidade suficiente para abastecer uma cidade de 20.000 habitantes", dizia a revista.

Depois de 64 dias de programa, o Brasil conheceu o primeiro vencedor do BBB: Kléber Bambam. Em 10 de abril de 2002, VEJA publicou uma reportagem sobre o ganhador do prêmio de 500.000 reais. Bambam recebeu 68% dos votos dos espectadores. "O grandalhão cativou a massa por causa do seu jeito descontraído, do seu português claudicante e das lágrimas que derramou pela perda momentânea da boneca Maria Eugênia, que lhe servia de companhia", afirmava a reportagem. Já em 2005, ele contou à revista o que fez com a fortuna que ganhou do programa. De acordo com a entrevista, a primeira coisa que comprou foi um tênis Nike.

O resultado de audiência do primeiro BBB, que teve média de 59 pontos, impulsionou a Globo a lançar a segunda edição logo em seguida. Desta vez, os espectadores acompanharam o romance de Manuela e Thyrso, mas no fim, viram o caubói paulista Rodrigo faturar meio milhão de reais. Em reportagem publicada em 31 de julho de 2002 , VEJA mostrou como era a vida do peão antes de ele receber o prêmio. Para se aprofundar no tema dos reality shows, a revista ouviu o responsável pela maior revolução que aconteceu nos últimos anos da televisão. Na edição de 22 de janeiro de 2003, o produtor holandês, John de Mol, conta como concebeu o Big Brother, rebate as críticas feitas aos programas deste gênero e fala sobre o futuro da televisão.

Apesar do sucesso das duas primeiras temporadas de Big Brother Brasil, foi somente na terceira edição que o clima entre os participantes começou a esquentar: os adversários decidiram formar grupos, fazer intrigas e complôs uns contra os outros – atitude que passou a ser comum nas edições seguintes. Em BBB3, a disputa acirrada acontecia entre Harry e Dhomini, que acabou levando a melhor. Além de sair vencedor do reality, Dhomini também ganhou o coração da até então desconhecida Sabrina Sato. Os detalhes foram publicados em VEJA de 26 de fevereiro de 2003.

Manter o público interessado na trama do Big Brother nunca foi uma tarefa tão complicada para a Globo. A parte mais difícil talvez fosse selecionar as pessoas. O entretenimento e a polêmica, porém, ficavam por conta dos próprios participantes. A quarta edição do Big Brother brasileiro tinha um "elenco" diferente dos anteriores. Ao lado de pessoas jovens e bem de vida, surgiram aqueles que não tinham estrutura financeira e, por isso, "precisavam" do dinheiro do prêmio. VEJA de 18 fevereiro de 2004 explica como foi essa luta de classes. E assim, a edição de 14 de abril de 2004 mostra que o público se sensibilizou e escolheu a "superpobrinha", a babá Cida.

No quinto BBB, outro "excluído" conseguiu conquistar o coração dos espectadores brasileiros. Os amores da audiência recaíram sobre o professor baiano Jean Wyllys, que assumiu sua homossexualidade durante o programa. Com o apoio em massa da comunidade gay, ele se tornou o vencedor e levou um milhão de reais para casa. A vitória de Jean foi contada nas páginas de VEJA de 6 de abril de 2005. Após a vitória de Cida, a vontade de fazer "justiça social" no BBB prevaleceu. Quem recebeu um milhão de reais da sexta edição do programa foi a auxiliar de enfermagem Mara. Embora tenha atingido a segunda maior audiência, o reality não agradou. "A falta de polêmicas e lances surpreendentes, no entanto, fez com que essa edição fosse pouco comentada. As pessoas assistiam porque a fórmula, está provado, é viciante para quem está à toa", dizia VEJA de 5 de abril de 2006.

A edição de VEJA de 7 de março de 2007 analisa o comportamento animal entre os participantes da sétima edição do Big Brother. Especialistas ouvidos pela revista comentam as situações vividas por Íris, Alemão, Fani, Alberto, Airton, entre outros. Enquanto a edição do BBB7 traz a convivência entre "machos" e "fêmeas", a oitava temporada do reality show deixa as mulheres no comando. "A edição anterior do BBB foi marcada por um 'macho alfa' que tinha um harém a seu dispor, o brucutu Alemão. Na atual, as mulheres determinam o ritmo do jogo e os homens dizem amém. São elas que tomam a iniciativa na azaração e dão as cartas nas intrigas e politicagens", afirmou VEJA em 20 de fevereiro de 2008.

Além de acompanhar os principais momentos dos programas, VEJA também trouxe reportagens sobre os bastidores do BBB. Em 12 de março de 2008, a revista traz uma reportagem sobre o recorde de votação em um paredão e as arrecadações da emissora carioca. Já em 26 de março de 2008, uma reportagem sobre como os participantes ganharam peso durante oitava edição. "Em sua etapa final, de fato seria mais adequado rebatizar o programa de 'Big Body Brasil' ('Corpanzil Brasil'). A ex-miss Natália ganhou quase 4 quilos desde a estréia – são pneuzinhos e gordura localizada na barriga e nas coxas", disse a reportagem.

Depois do fim de um Big Brother não é muito difícil encontrar ex-BBBs participando de eventos, tentando seguir a "carreira artística". Não demora muito para que desapareçam do mapa e voltem a levar a vida como era antes do glamour. Exceções, porém, existem, como é o caso de Sabrina Sato, que hoje apresenta o programa Pânico, na rede TV, e a atriz Grazi Massafera, que ocupa papéis importantes em novelas globais.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/variedade/bbb-ja-sucesso-ha-quase-decada-414432.shtml
Valdeck Almeida de Jesus
Enviado por Valdeck Almeida de Jesus em 14/01/2009


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