Valdeck Almeida de Jesus
O poeta da verdade!
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"Bahia não deve rimar com homofobia"

Ele se assume como ex-heterossexual, foi casado com uma mulher por 5 anos e tem duas filhas. Acredita também que há sim, ex-gays. O polêmico Luiz Mott luta há 30 anos pelos direitos humanos. Sua jornada iniciou com a fundação do Grupo Gay da Bahia – o primeiro no Brasil a adotar a causa homossexual. Co-fundador da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais (ABGLT), foi criador também do Centro Baiano Anti-Aids, do Grupo Lésbico e da Associação de Travestis de Salvador.

Em entrevista ao nublog, ele fala sobre as lutas e conquistas do movimento gay no Brasil, pedofilia, adoção de crianças por casais homossexuais, violência e conta qual é o lado cor-de-rosa que só a Bahia tem.



nublog – Até alguns anos atrás a homossexualidade era considerada uma doença no Brasil, mas esse conceito mudou. Você acredita que a concepção do baiano a esse respeito também mudou?


Luiz Mott - A homossexualidade existe desde a pré-história. E Goethe, escritor alemão, dizia que a homossexualidade é tão antiga quanto a própria humanidade. Nos últimos anos, sobretudo a partir de 1969, quando os homossexuais de Nova York se revoltaram, brigaram com a polícia e conseguiram ser respeitados, começou a se comemorar o orgulho gay. Essa revolta serviu de inspiração para todo o mundo e movimentos homossexuais começaram a surgir em diversos países. No Brasil, essa movimentação começa em 1979 e eu fundo o Grupo Gay da Bahia em 1980, que completa 30 anos em 2010.



Eu posso dizer que nas últimas três décadas os homossexuais passaram a ser mais respeitados, ao menos nas boas intenções do governo, propondo sanções contra a homofobia e incluindo os homossexuais no Plano Nacional de Direitos Humanos, mas, infelizmente, muita coisa ainda está apenas no papel, há boas intenções, mas poucas ações.

“O Brasil ocupa a vergonhosa posição de campeão mundial de assassinatos a homossexuais”

nublog – Cada vez mais acompanhamos casos de violência contra os homossexuais. A homofobia ainda é forte no Brasil?


Luiz Mott – Um dos grandes problemas do movimento homossexual brasileiro, além da não inclusão dos temas homossexualidade, direitos humanos e minorias sexuais nos programas curriculares de escolas e universidades para acabar com a ignorância em relação a eles, é a violência praticada contra a população homossexual, o que é chamado cientificamente de homofobia – o ódio, o medo, a intolerância à homossexualidade.



A homofobia se manifesta dentro de casa, enquanto as outras minorias, como os negros e os deficientes físicos, aprendem com a família a enfrentar o preconceito. O homossexual enfrenta o oposto, pais e mães espancam, humilham, expulsam seus filhos quando percebem que eles são lésbica, travesti ou gay. Então, a discriminação vai do insulto, da agressão física e da humilhação em locais públicos como no exército e nas escolas, até chegar aos assassinatos.

nublog – Quais são os números da violência contra os LGBTs aqui na Bahia?


Luiz Mott – O Brasil ocupa a vergonhosa posição de campeão mundial de assassinatos a homossexuais. A cada dois dias um gay, um travesti e, em menor número, uma lésbica é barbaramente assassinado, vítima da homofobia. Em 2008, foram 191 mortos e desde o começo deste ano nós já temos 85 homicídios registrados. A Bahia oscila entre o segundo ou terceiro lugar no ranking de mortes no país, em 2007 ela foi o estado mais violento, com 24 assassinatos. São crimes de ódio, cometidos com requintes de crueldade, com muitos golpes, tiros, tortura, até mesmo mutilação da vítima. É um verdadeiro homocídio.

“Nós queremos a presença do governador da Bahia e do prefeito de Salvador na abertura da nossa Parada Gay”

nublog – Quais são os maiores desafios do movimento gay aqui na Bahia?


Luiz Mott- O movimento homossexual brasileiro, atualmente chamado de LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros (que inclui travestis e transexuais) – tem como prioridade a criação de leis que punam a homofobia, equiparando o preconceito contra o homossexual ao racismo. Nós não queremos privilégios, queremos direitos iguais, nem menos, nem mais.



Esses projetos estão no Senado e já foram aprovados pela Câmara dos Deputados, mas encontram resistência de deputados, religiosos e fundamentalistas, evangélicos e católicos. Eles acusam os projetos de limitar a liberdade de se falar mal de homossexuais livremente no púlpito, pois eles já não podem mais falar mal do candomblé ou de outras religiões, mas continuam caluniando e pregando o ódio contra os homossexuais.



Nós temos também circulando há mais de dez anos a lei que prevê a união civil entre pessoas do mesmo sexo, e ela também não evolui, pois falta vontade política do governo Lula de movimentar sua base aliada para fechar esse projeto. Outra prioridade, não só para o país como para a Bahia, é que as travestis e transexuais sejam chamadas por seu nome feminino, pois é uma vergonha para elas, que vivem, vestem-se e portam-se como mulheres, ao chegarem em ambientes públicos, serem chamadas pelo nome de registro. Daí a importância de que o registro civil autorize a mudança para quem vive socialmente o sexo feminino.

nublog – Com relação à Parada Gay de Salvador, existe alguma participação do governo?


Luiz Mott- Nós queremos a presença do governador da Bahia e do prefeito de Salvador na abertura da nossa Parada Gay. No ano passado 400 mil pessoas se reuniram, tivemos 7 trios elétricos. Ela já é a terceira maior parada do país, atrás apenas das paradas do Rio de Janeiro e de São Paulo. Lá, os governantes participam da manifestação e aqui ainda não pudemos contar com isso. Essa participação é importante para que eles digam que Bahia não rima com homofobia e que tantas mortes de homossexuais devem ser erradicadas no nosso estado.

nublog - A Lei anti-homofobia tem sido respeitada aqui na Bahia?


Luiz Mott – Até agora não houve nenhum caso de gays, lésbicas ou travestis que lançassem mão dessa lei, que denunciassem casos de abuso em alguma delegacia ou na secretaria de segurança pública, apelando para que seus autores fossem punidos. Mas isso não significa que não haja discriminação homofóbica aqui na Bahia, pelo contrário, o GGB sempre recebe denúncias, mas as vítimas temem sofrer retaliações ao registrarem junto aos órgãos responsáveis, pois nossos policiais não perceberam ainda que os homossexuais devem ser tratados como os demais cidadãos. A Lei foi aprovada, mas ainda não foi regulamentada e isso é inclusive um das reivindicações do movimento aqui em Salvador.



“O lado cor-de-rosa da Bahia é a identificação pública de seus cantores como gays ou lésbicas”

nublog – Existe uma imagem de que na Bahia “vale tudo”. Essa identidade libertária incentiva as pessoas a saírem de outros estados para assumirem sua opção homossexual aqui?


Luiz Mott – Apesar de a Bahia possuir uma imagem de cidade alegria ou da boa terra, ela também apresenta contradições. Tanto aqui quanto no resto do país há esse lado cor-de-rosa. Nós temos a maior Parada do Orgulho Gay do mundo, na cidade de São Paulo, com 3 milhões de pessoas e aqui na Bahia participam quase meio milhão de pessoas. Eu calculo que 90% dos participantes dessas festas sejam simpatizantes, ou seja, não são gays, lésbicas ou travestis, mas pessoas que vão para aproveitar o som e os trios elétricos.



O lado cor-de-rosa da Bahia é a identificação pública de seus cantores, principalmente cantoras, como gays ou lésbicas. Há rumores, prolongados durante décadas, que Maria Bethânia, Gal Costa, Margareth Menezes, Daniela Mercury, são lésbicas, embora nenhuma delas assuma isso publicamente. Nós aplaudimos muito a atitude de Daniela Mercury neste carnaval, que por duas vezes beijou Alinne Rosa (banda Cheiro de Amor), e isso foi um ato político de contestação muito importante. Daniela Mercury, inclusive tem se mostrado muito corajosa, defendendo a camisinha e por isso foi barrada no Vaticano.

nublog – Quais artistas mais apoiam o movimento?


Luiz Mott – Circulam também rumores sobre Xuxa e sua relação com Ivete Sangalo, que inclusive já demonstrou seu apoio à causa, cantando em uma das paradas em São Paulo. O mesmo acontece também com Gilberto Gil e Caetano Veloso, simpatizantes à nossa causa, eles se beijaram em frente à Prefeitura Municipal de Salvador, em 1990, quando Gil era vereador. Há outros apoiadores como Gerônimo, que foi padrinho da última parada, Xandy, marido de Carla Perez, Luiz Caldas e até mesmo Psirico. Esse lado cor-de-rosa, infelizmente, não leva uma afirmação categórica como leva a causa negra, por exemplo.



Portanto, existe uma contradição do lado positivo com o lado vermelho sangue, dos assassinatos. Em um estado tão acolhedor como a Bahia não pode haver tamanha violência contra os homossexuais. Esperamos que as nossas denúncias e o nosso trabalho acabem com esse quadro de mortalidade, esse verdadeiro homocausto, que faz da Bahia um dos estados mais violentos do país.

nublog – Como é o trabalho do GGB junto à comunidade LGBT?


Luiz Mott - O Grupo Gay da Bahia é o mais antigo grupo de defesa homossexual da América do Sul e o primeiro do Brasil. Nós fazemos reuniões semanais para a comunidade LGBT, distribuímos mensalmente 20 mil preservativos, fornecidos pelas Secretarias de Saúde do estado, do município e também pelo Ministério da Saúde. Nós registramos ocorrências de abuso e violência contra homossexuais e encaminhamos a advogados colaboradores do Grupo ou diretamente para delegacias. Regularmente nós recebemos visitas de estudantes secundaristas e universitários, que vão até lá para pesquisar sobre AIDS, violência e cultura gay. Nós prestamos assessoria a órgãos públicos como a Secretaria de Justiça, a Secretaria de Saúde e a Secretaria de Turismo, oferecendo informações sobre como tratar e receber a comunidade LGBT e sobre todos os problemas que acercam a comunidade homossexual na Bahia.

nublog – O que vem sendo feito para conscientizar a população homossexual sobre a AIDS e as DSTs?


Luiz Mott – Quando a AIDS surgiu no Brasil, no início da década de 80, foi chamada de peste gay. Embora ela tenha afetado populações homossexuais masculinas, no Haiti e na África, ela infectou primeiro comunidades heterossexuais e só então foi transmitida para os homossexuais. O GGB foi a primeira ONG a fazer a prevenção da doença na Bahia, distribuindo preservativos e realizando o teste anti-HIV na nossa sede, a cobrar do poder público ações efetivas contra a doença. Atualmente, além de termos produzido folhetos e até um livro sobre a prevenção da AIDS, continuamos distribuindo preservativos não só para os gays como para a população em geral, em dias especiais como o 1º de dezembro (Dia Mundial de Luta contra a AIDS) e outras datas importantes. Fazemos conferências sobre o assunto nas escolas e em diversos espaços em Salvador.

nublog – O Governo possui algum papel ativo nessa campanha ao lado do GGB?


Luiz Mott – O movimento homossexual brasileiro, assim como o movimento negro e o das mulheres, entre outros, possui, através de concorrências nacionais, a possibilidade de apresentar projetos que financiam ações específicas; no caso do GGB, a produção de materiais informativos contra a discriminação. Nós já firmamos convênios com o Ministério da Saúde, o Ministério da Justiça, o Ministério da Cultura, além de Secretarias Municipais aqui de Salvador, com o Instituto Anísio Teixeira e com órgãos internacionais. Isso funciona como a retribuição dos impostos pagos pelos homossexuais, revertidos em projetos e convênios.

“Existem bissexuais e existem também ex-gays”

nublog - Existe diferença entre ser homossexual e ser gay?


Luiz Mott – A palavra homossexual foi cunhada em 1869, na Alemanha, onde homo vem do grego igual e sexual do latim sexo. É um termo que inclui tanto o gay quanto a lésbica. A palavra travesti só surge em 1910. A palavra lésbica surgiu no século XVIII em alusão à Ilha de Lesbos, na Grécia, onde viveu a principal lésbica da antiguidade, Safo, uma poetiza cujos poemas foram destruídos pela Igreja na Idade Média. A palavra homossexual engloba todos aqueles, inclusive os animais, que praticam sexo no sentido macho com macho e fêmea com fêmea.



A palavra gay, divulgada no Brasil a partir dos anos 70, significa em inglês “alegre”, mas possui raízes no próprio português e no catalão, no provençal, em línguas latinas, que deram origem, na língua portuguesa, a gaiato, gaiatice, gaio, que significam alegre. Então, originalmente, na Idade Média, chamavam-se os rapazes gays de rapazes alegres, e se usa esse termo ainda hoje, de uma forma simbólica. Ou seja, o gay faz parte do conceito homossexual, embora a gente utilize cada vez mais o termo para definir aquele que tem sua homossexualidade assumida.

nublog – Cada vez mais as pessoas se definem como bissexuais. Está na moda ser bissexual?Luiz Mott – O relatório Kinsey, feito em 1948, mostrou que a sexualidade humana é muito mais complexa e diversa que a simples categoria macho-fêmea, heterossexual e bissexual. O relatório forneceu uma linhagem que vai do homossexual exclusivo até o heterossexual exclusivo e entre esses dois pontos existe o bissexual, que é aquele que possui relações afetiva e erótica com alguém do mesmo sexo.



Existem os bissexuais, assim como os ex-gays, ou seja, uma pessoa que não era predominantemente homossexual, que teve uma vez ou outra relações homossexuais que não foram satisfatórias, e que se definiu como heterossexual. Assim como existem ex-heterossexuais e eu sou um exemplo disso. Fui casado por 5 anos com uma mulher, tivemos duas filhas e depois eu me afirmei exclusivamente como homoerótico.

“Somos contra a hipocrisia de considerar que só após os 18 anos as pessoas estão aptas a manter relações sexuais”

nublog – Você tem um trabalho de conscientização sobre a pedofilia. Como ele funciona? Luiz Mott – Pedofilia significa ter relações com menores de 14 anos. É prevista no código penal e também no Estatuto da Criança de do Adolescente. Acima dos 14 anos (pederastia), desde que o menor conceda, a relação não pode ser considerada pedófila. A justiça já autorizou várias vezes relações de pessoas com mais de 14 anos com maiores de idade, desde que houvesse consentimento, sem abuso, exploração e intimidação.



O Grupo Gay da Bahia é radicalmente contra qualquer uso de violência sexual ou sem consentimento. É também contra a pedofilia, pois a infância deve ser respeitada. Mas nós somos contra essa hipocrisia da sociedade de considerar que só após os 18 anos as pessoas estão aptas a manter relações sexuais, quando pesquisas não mostram isso. Sabemos que a idade que o brasileiro começa a ter relações é por volta dos 15 anos de idade.

nublog – Existe alguma relação entre a pedofilia e a homossexualidade?


Luiz Mott - A pedofilia e a pederastia ocorrem tanto entre homossexuais, quanto heterossexuais e bissexuais. As pesquisas mostram que os casos ocorrem mais entre os heterossexuais, que são os pais e padrastos das vítimas. Em 90% dos casos as relações acontecem entre sexos opostos. Embora a mídia e a polícia divulguem mais casos de pedofilia por parte dos homossexuais, não há correspondência em termos de frequência ou essência com a homossexualidade.



A grande maioria dos homossexuais não possui interesse em menores. O que vemos é a sociedade aceitar a pederastia quando ela acontece entre celebridades, mas se há um homossexual envolvido, ele será preso e certamente violentado por outros presos. Se o casamento entre pessoas do mesmo sexo fosse permitido, certamente muitos desses que mantêm relações com pessoas maiores de 14 anos se casariam e legitimariam a relação.

“A televisão só mostra o lado ridículo, situações degradantes e estereótipos negativos do mundo homossexual”

nublog – É nítido também como cada vez mais pessoas se assumem homossexuais, por que isso acontece?


Luiz Mott – Até 1821 a homossexualidade era um crime, eventualmente punido com a pena de morte. Com a independência do Brasil e a criação do código penal, ela deixou de ser um crime, mas continuou sendo considerada como doença, desvio e sinônimo de marginalidade, e as pessoas tinham medo de se assumir. Havia o risco de elas serem presas, perderem seus bens, serem sequestradas e a família ser desmoralizada.



Nos últimos 30 anos, sobretudo no Brasil com o movimento homossexual, e desde 1985 quando o Conselho Federal de Medicina retirou a homossexualidade da lista de doenças, ficou mais fácil se assumir. Muitos padres, pastores e rabinos não consideram a homossexualidade um pecado. A tendência é que ao correr dos anos, mais pessoas vão se assumir, apesar de a AIDS ter sido um balde de água fria na fervura da libertação sexual.


Daí a importância de pessoas públicas e celebridades se assumirem como tal, como foi o caso da cantora Marina Lima, que afirmou que teve sua iniciação sexual com Gal Costa. Nós aplaudimos essa atitude, pois ela serve de estímulo para que mais pessoas se assumam e serve também de inspiração positiva para os jovens. O que a televisão mostra é apenas o lado ridículo, as situações degradantes e os estereótipos negativos do mundo homossexual. Ninguém vai querer imitar uma Vera Verão ou um Clodovil, que foi uma pessoa extremamente negativa para nossa causa, porque infelizmente, apesar de ser assumido, tinha visões completamente opostas às do movimento homossexual brasileiro.

nublog - Você é a favor de casamento entre homossexuais?


Luiz Mott - Na Europa, o casamento entre homossexuais já é uma realidade. Eu sou a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, pois acho que nenhuma lei deve restringir direitos ao cidadão devido sua orientação sexual. A tendência natural é que o casamento seja liberado, embora eu acredite que a maioria dos gays, lésbicas e travestis do Brasil não queiram se casar. Mas é um direito que deve ser estendido a todos os homossexuais.



“Cerca de 10% das crianças serão homossexuais, independentemente da opção sexual dos pais”

Nublog – O que você acha da criação de uma criança por um casal homossexual?


Luiz Mott - A adoção de crianças e adolescentes por um casal homossexual é um tabu por muitos considerarem que essa condição influenciará a orientação sexual desses jovens. É um equívoco imaginar que há uma ligação direta. Há pesquisas nas áreas de psicologia e sociologia nos Estados Unidos sobre isso e a observação realizada no Brasil demonstra que o número de filhos de homossexuais criados por heterossexuais é o mesmo que o criado por gays ou lésbicas. Cerca de 10% das crianças serão homo, independentemente se os pais forem heterossexuais ou não.



Eu mesmo sou filho de pais heterossexuais e não fui influenciado por isso. E eu vou mais além, se os filhos de homossexuais forem homo, qual seria o problema? Não há problema, pelo contrário, nós pertencemos a uma comunidade de grandes personalidades e estrelas que deram contribuições fundamentais à humanidade. Felizmente, aqui na Bahia, contamos com o trabalho do juiz Salomão Resedá, que defende que a adoção seja feita em nome do casal homossexual, e não apenas em nome de uma das partes, como costuma ser feito.

nublog – Quais os espaços abertos às pessoas que têm interesse em visitar o GGB?


Luiz Mott - O GGB está situado na Rua Frei Vicente, número 24, ao lado do Teatro XVIII. Estamos abertos das 9h às 12h e das 14 às 18h. Todas as quartas e quintas-feiras fazemos reuniões, que são abertas para toda a comunidade. Estudantes de ensino médio, universitários, ou qualquer outro interessado que queira consultar revistas, livros e vídeos sobre a homossexualidade, estão convidados, e eu lembro que a entrada é gratuita.



Nós gostaríamos que todos fossem conhecer o Grupo, sobretudo quando houver exposições sobre temas relativos ao universo homossexual. As últimas exposições que fizemos foram sobre Dom João VI e a homossexualidade na corte do Brasil e sobre o Dia do Orgulho Gay no mundo. Essas exposições instruem e informam as pessoas, e isso contribui para evitar o preconceito. O nosso lema não é fazer propaganda da homossexualidade, nós queremos respeito. É legal ser homossexual. Direitos iguais, nem menos, nem mais. E como dizia o grande poeta, bissexual, Fernando Pessoa, “O amor é essencial, o sexo é um acidente. Pode ser igual, pode ser diferente”.



Visitem o site do GGB – http://www.ggb.org.br/

Fonte: nublog, acesso em 10 de julho de 2009

Valdeck Almeida de Jesus
Enviado por Valdeck Almeida de Jesus em 11/07/2009


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