Valdeck Almeida de Jesus
O poeta da verdade!
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Mulher-Ketchup

Autor: Valdeck Almeida de Jesus

No interior da Bahia
Cidade Pindobaçu
Aconteceu inusitado
Fato estranho pra chuchu
Assassinato fingido
Que marcou Pindobaçu.

Maria Nilza Simões
Encomendou pra matar
Queria dar fim na vida
Da rival para ficar
Ficar com o marido dela
Pra com ele se casar.

Tudo foi para o jornal
Onde tudo foi parar
O que era um segredo
Divulgado agora está
E o crime encomendado
Virou piada de matar.

A “morta” é dona Lupita
Que foi toda maquiada
Com o molho de tomate
Pra enganar a moçada
E ganhou até cachê
Pra se fingir de matada.

Botaram o ketchup
E a boca amordaçada
Uma faca no sovaco
Como se fosse enfiada
Bateram foto e tudo
Pra comprovar a cilada.

A imprensa descobriu
Que foi tudo armação
Porque Lupita era danada
E machucou coração
Pra se livrar da disputa
Quase morre e vai pro chão.

Dona Nilza foi traída
Pelo marido danado
Que saiu com a Lupita
Pra aprontar um bocado
Por isso o bicho pegou
Com o crime anunciado.

Um amigo de Lupita
Foi por Nilza contratado
Para matar a amante
Daquele homem casado
Pois Nilza queria ele
Somente por ela amado.

Nilza acertou o preço
E com tudo combinado
Mandou o cara em busca
Pra deixar tudo acertado
Para matar a Lupita
E ficar com seu amado.

Com o dinheiro na mão
Pro caso ser encerrado
Dar fim na vida da dona
E deixar tudo abafado
Metade pago na hora
A outra parte fiado.

Ao chegar nos finalmente
O homem foi abismado
Lupita era amiga dele
O crime foi abortado
Forjaram a morte de faca
E o dinheiro embolsado.

Cada um pegou uma parte
Do dinheiro acertado
Matou-se com ketchup
E tudo fotografado
Aquela morte fingida
Acertava o contratado.

Eram amigos de infância
Não podia haver morte
A força da amizade
Falou alto e falou forte
E o dia de Lupita
Era seu dia de sorte.

Deitou-se logo na terra
Jogou-se logo no chão
Com a boca amordaçada
A faca no coração
No bolso tinha uma grana
Pra pagar pela armação.

A foto veio em seguida
Pra provar o ocorrido
A prova pra dona Nilza
Para ter o seu marido
Livre e solto só pra ela
Sem saber do acontecido.

Muito valor ele tinha
Pra valer até uma morte
Se era homem fraquinho
Agora é macho bem forte
E dona Nilza mandante
É mulher braba de sorte.

Os quatro foram suspeitos
E podem ser processados
Pelos crimes que a lei
Vai deixar tudo apurado
Depois que a trama toda
Tiver tudo investigado.

Dos quatro só a Lupita
Tem a fama espalhada
A foto rodou o mundo
E foi logo publicada
Em tudo que é jornal
E muito foi comentada.

Agora ela vai ganhar
Talvez até eleição
Pois a fama dá de tudo
A quem faz a sedução
Vira até celebridade
Que faz giro no mundão.

Pindobaçu ganhou fama
Como nunca se falou
Todos querem conhecer
Dizer que por lá andou
Tirar foto com Lupita
Que viu a morte e voltou.

A famosa da Lupita
Vai fazer ebulição
Quem sabe até pra prefeita
Ela ganhe eleição
Tudo porque não morreu
Com a forte traição.

Todo mundo agora quer
Uma rival pra matar
Pra ser tudo combinado
E depois fotografar
Ganhar fama pelo mundo
E muita grana ganhar.

O golpe que não deu certo
Faz a dona se gabar
Agora que é famosa
Pode até me esnobar
Dizendo que é gostosa
E na Playboy vai posar.

Eronildes, Iranildes ou Erenildes Araújo é Lupita.

Xilogravura: Luiz Natividade
Valdeck Almeida de Jesus
Enviado por Valdeck Almeida de Jesus em 27/09/2011
Alterado em 02/10/2011


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