Valdeck Almeida de Jesus
O poeta da verdade!
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A saída é estudar
A geografia do mundo moderno já está estabelecida. Poucos são os países que ainda lutam com armas bélicas para garantir seus territórios ou para incorporar mais alguns quilômetros de terra ou mar ao seu mapa geográfico.
O desafio agora é outro. O domínio de tecnologia, criação de alternativas energéticas, combate a novas e velhas doenças, controle de mercados mundiais.
O serviço braçal é cada vez menos remunerado e as atividades perigosas, repetitivas e estressantes estão sendo automatizadas ou substituídas por novas tecnologias. Plantações inteiras, bom como colheitas de milhões de toneladas de alimentos são realizadas por máquinas. Não há mais lugar para esforço físico nem para quem não está apto intelectualmente.
A globalização dos negócios, a compra e venda via internet, os negócios internacionais e as empresas transnacionais ou multinacionais tomam para si todo o mercado mundial. Não há mais necessidade de escritórios e pólos produtivos estarem no mesmo espaço físico, pois uma empresa brasileira pode ter sua matriz em qualquer lugar do mundo, contratar mão-de-obra num país, produzir e vender em outro.
O trabalhador braçal não é mais necessário, ou sua importância está cada vez menor. Serviço chamado “pesado” ou repetitivo é realizado por máquinas e por robores automatizados. O homem, como fonte de energia bruta para o trabalho, não é mais necessário. Precisa-se dele como máquina pensante, como novo paradigma para novas funções e desafios.
Com o advento da revolução industrial, sobrou tempo para o homem cuidar da intelectualidade, par ao lazer, para se dedicar às questões existenciais. O estudo e a criação, aliado a uma gama de novos conhecimentos foram se multiplicando mundo a fora, exigindo cada vez mais uma mente brilhante para a convivência com toda a tecnologia que invadiu o planeta.
É impossível viver no mundo moderno sem o domínio da tecnologia; é impossível dominar a tecnologia, sem exercício mental, sem investir em conhecimento e pesquisa.
O mundo moderno precisa de cientistas nos laboratórios e em cada esquina do planeta. A única saída é estudar, e muito. O país que mais investir em educação é o que colherá os melhores frutos nessa nova sociedade firmada por informação e tecnologia.
Aí é que entra a educação como mola propulsora desse novo homem, para que ele não seja completamente ultrapassado por tecnologias novas.
Não resta alternativa aos governantes: é premente um novo rumo educacional, que estimule o uso do cérebro, que tire da prisão do obscurantismo a grande massa humana e a lance num novo mundo em que o uso inteligente da mente vai ser indispensável.
Valdeck Almeida de Jesus
Enviado por Valdeck Almeida de Jesus em 23/05/2007
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Comentários
m
marcos
a escola e muito ruim por isso a unica saida e estudar pq fica na rua e pior
P
Patricia Carvalho
É isso aí valdeck nada mais a comentar... Um grande abraço!
v
valdeci alves de almeida
valdeck,cada vez mais indentifico-me com os seus escritos.você é muito bom com uma caneta nas mãos e uma idéia na cabeça. e tem toda a razão quando fala da importância do estudo na vida do homem.gostei demais desse seu texto que sintetiza de maneira brilhante a questão analfabetismo brasilero.valdeci a de almeida.
H
Helena
Antes de mais gostei muito do seu site, está muito bem concebido :). depois esta crónica revela pontos muito importantes para a sociedade actual, como os paises deviam investir na educação (acabar com o abandono escolar, melhorar os equipamentos das escolas, entre muitas outras coisas). Mas o conhecimento não é só, a meu ver, importante para a sociedade se ambientar com as mudanças tecnológicas. O conhecimento é indispensável para um monte de questões, o facto de uma pessoa pegar nos livros, e pensar por sí, melhoraria imenso o mundo em que vivemos, na medida que as pessoas se aperceberiam mais depressa do que se está a passar à nossa volta (politica, ambiente...) e fazia com que os jovens não se importassem com questões triviais, como a ultima moda no que toca a musica, roupa, enfim, estilos, mas sim com aquilo que as pessoas responsáveis pelos nossos paises estão a fazer (ou a não fazer) por nós. (a parte do não fazer tem a ver com a politica portuguesa, que aqui ninguem anda a trabalhar muito bem :P). Peço desculpa por este pequeno desabafo, mas a sua crónica dá que pensar, e foi por isso que a adorei =) parabéns :D. um grande abraço, da amiga da Mafalda =)
C
Cristina Sampaio
Gostei dessa crônica, Valdeck. Não sei se estudar é a única saída (pois existe mais de um modo de saber, não apenas o intelectual, e mais de um modo de obter saber, como a observação, a experiência prática), mas sem dúvida é uma boa saída. Não creio que a educação seja uma forma rápida de desenvolvimento, muito pelo contrário, é um trabalho lento de transformação, quando pretende despertar criatividade, autonomia de pensamentonão, construção de novos conhecimentos, não somente transmitir informações, como costuma ser o nosso ensino de memorização e repetição, contudo, investir em educação é extremamente importante para mudanças significativas numa sociedade, num país. E que seja voltada para o bem da população, para o aperfeiçoamento de valores humanos, não apenas para o uso tecnológico ou a serviço do capitalismo. Parece ilusão, mas é um sonho de muitos. Parabéns pelo seu texto. Abraço!