Valdeck Almeida de Jesus
O poeta da verdade!
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Esvaí-me em esperma
Derramei seiva por aí
Escorri esperma pelas unhas
Pelos olhos, ouvidos e pelos
Fiquei grudento e pegajoso
Escorreguei no rio de gala
Sujei tudo, melei, lambuzei
Senti o cheiro almiscarado
Cabelos grudados
Derramei, sim, esperma
pelas pernas, orelhas,
vomitei esperma
mijei esperma
falei esperma
espalhei sementes
criei gente nojenta
enchi o mundo
com um povo imundo
fiz pessoas aos montes
desapareci na poeira da vida
e sequei a fonte

Salvador, 10 de março de 2015
Valdeck Almeida de Jesus
Enviado por Valdeck Almeida de Jesus em 24/03/2015


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